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INTRODUÇÃO


O destaque que o turismo e toda a sua atividade têm vindo a alcançar a nível internacional tem sido o mote de muitos trabalhos de investigação, promovendo estudos vários que ajudem na interpretação deste fenómeno e dos ritmos acelerados da sua evolução. É neste contexto que nos pareceu legítimo investigar sobre a situação científica contemporânea do turismo, em termos de identificação do número de revistas de cariz científico ligadas a esta temática, nacionais e internacionais e introduzir este primeiro número da revista Tourism and Hospitality International Journal com uma análise elucidativa do que se publica atualmente nestas áreas.

Não é pretensão nossa realizar um estudo etimológico ou ontológico do turismo que nos esclareça sobre questões fundacionais, mas sim situacional em relação ao número de revistas de turismo que existem em Portugal e no mundo, com vista à produção de um trabalho onde se registam todas as publicações que partilham a investigação científica que se desenvolve nos quatros cantos do mundo.

De acordo com Morley (1990) e Tribe (1997) é crucial reconhecer e apoiar a diversidade dos estudos de âmbito turístico realizados, pois conforme afirma Weed (2009) a extensa discussão sobre a conceptualização do turismo pode ser interpretada como uma prova do amadurecimento e exuberância da atividade turística.

É praticamente no último terço do século XX que se regista o debate académico e se privilegia o Turismo como objeto de estudo e de ensino, merecedor da legítima emancipação no que a uma investigação sistemática diz respeito. Apesar deste registo, esta evolução está fundamentalmente associada a um tipo de investigação académica e aplicada, simultaneamente, e à publicação de artigos científicos periódicos multidisciplinares onde o turismo surgia envolvido ou dissipado em outras áreas científicas. Este período marca também o crescente interesse pelo turismo como objeto de estudo em teses doutorais e o incremento de bibliografia específica e de referência.

No que concerne a publicações periódicas que incidem sobre a investigação turística, verifica-se uma elevada diversificação de metodologias aplicadas e de resultados obtidos. De acordo com Ryan (2005) e Sheldon (1991) o Annals of Tourism Research, o Journal of Travel Research e o Tourism Management destacam-se como periódicos mais influentes da área. Foram realizados inúmeros estudos comparativos com incidência nestas e em outras revistas de maior impacto internacional, como os de Dann et al. (1988), Sheldon (1990), Kim (1998), Swain et al. (1998), Howey et al. (1999) Mehmetoglu (2004), Pechlaner et al. (2004), Xiao e Smith (2005), Law e Chon (2007), Zhao e Ritchie (2007), Ballantyne et al. (2009) e, em Portugal, por Santos (2008). Com efeito, destacamos as análises autorais desenvolvidas por Sheldon (1991) àquelas três publicações, nos períodos de 1980 a 1989 e 1992 a 2001, em que se concluiu que o número de autores era muito reduzido e o desempenho de algumas instituições estava fundamentalmente associado a um ou dois autores apenas. A produção científica nestas áreas estava praticamente reservada para os mesmos investigadores, com a predominância de académicos e em coautoria. O que se regista de diferente no segundo período do mesmo estudo prende-se unicamente com a inversão da ordenação das instituições mais produtivas, que representavam mais de um terço de todos os artigos publicados.

Destacamos também o trabalho mais recente desenvolvido por Ballantyne et al. (2009) que analisaram os títulos mais estudados e publicados entre 1994 e 2004, concluindo que a maioria incidia sobre temas como: os visitantes e turistas, o planeamento turístico, os destinos e o Marketing como os mais populares, aos eventos especiais e ao Turismo cultural, numa metodologia de investigação fundamentalmente quantitativa mas muitas vezes com recurso à utilização conjunta dos métodos quantitativos e qualitativos. Neste contexto, Pechlaner et al. (2004) afirmaram, baseados no seu estudo sobre as publicações Annals of Tourism Research, o Journal of Travel Research e o Tourism Management, as mais conceituadas de então, que a reputação era o fator mais determinante quer na consulta quer na publicação de artigos, sobrepondo-se até ao desenvolvimento de projetos de investigação, de formações, ou de publicação de livros (Law & Chon, 2007). De acordo com Yuksel (2003), a construção e difusão da ciência assim como o progresso profissional dos investigadores estão fortemente associados, hoje em dia, à publicação em revistas científicas periódicas.

Sem prejuízo do reconhecimento evidente das três publicações atrás mencionadas, a verdade é que uma investigação mais aprofundada devolve um cenário de franco crescimento no que concerne à investigação em Turismo e Hotelaria. Os números dessa investigação, todavia, não reúnem consenso na quantidade e diversidade de exemplares existentes, mas alinham um sem-fim de publicações. A título exemplificativo, o International Center for Research and Study on Tourism apresenta no seu sítio eletrónico uma listagem de 193 publicações na área do Turismo; por sua vez, o Global Development Research Center lista 92 publicações em Turismo, nas diversas abordagens do lazer, hotelaria, animação, gestão de destinos, património e ambiente. Num registo mais informal e, porventura, menos científico, proliferam blogs no ciberespaço com a compilação de publicações a nível mundial ou mesmo com filtro por países, sem ser explicitado o critério basilar à construção da listagem. Estas listagens naturalmente facilitam o trabalho do investigador, ao proporcionar não só um todo global de possibilidades de publicação, mas também permitindo um melhor conhecimento acerca da investigação feita por cada país.

No processo de seleção de uma revista científica para publicação de um trabalho surgem inúmeras questões, nomeadamente no que à qualidade da mesma diz respeito. Segundo Pechlaner et al (2004), é difícil realizar uma seleção representativa e listar critérios que determinem a qualidade, levando-se a cabo discussões acerca da reputação das revistas, da frequência da sua leitura ou mesmo da sua relevância para a investigação e prática científica. Apesar da dificuldade, a publicação em revistas com qualidade tem vindo a ser uma exigência cerrada no meio académico. É neste contexto que surge a necessidade de ordenar as publicações segundo um ranking, sendo frequente considerar critérios como os índices de citação e os fatores de impacto; taxas de aceitação; número de downloads de websites ou bibliotecas eletrónicas; a existência de painel de peritos; o processo de revisão por pares (McKercher et al, 2006). O SCImago Journal & Country Rank disponibiliza online uma vasta gama de trabalhos relativos a rankings com filtros por área e categoria de investigação, país e ano, bem como por critério. Produz o seu próprio indicador de qualidade (o SJR, um indicador de impacto, influência ou prestígio da revista) e, neste último parâmetro, a pesquisa poderá ser aprimorada atendendo a critérios como, por exemplo, o total de referências ou de citações. De destacar as posições cimeiras das publicações Journal of Sustainable Tourism, Annals of Tourism Research e Simulation and Gaming.


Tabela 1: Principais 10 Revistas Científicas em Turismo e Hotelaria

 

Título

ISSN

SJR

Total Docs. (2012)

Total Refs.

Ref. / Doc.

1

Journal of Sustainable Tourism

09669582

Q1

1,926

65

4.296

66,09

2

Annals of Tourism Research

01607383

Q1

1,431

118

7.261

61,53

3

Simulation and Gaming

10468781

Q1

1,006

43

1.588

36,93

4

Journal of Service Management

17575818

Q1

0,971

32

2.270

70,94

5

Cornell Hospitality Quarterly

19389655

Q1

0,925

41

1.453

35,44

6

Applied Geography

01436228

Q1

0,894

216

9.418

43,6

7

International Journal of Tourism Research

15221970

Q1

0,881

93

5.184

55,74

8

Journal of Hospitality and Tourism Research

15577554

Q1

0,874

24

1.658

69,08

9

Journal of Leisure Research

00222216

Q1

0,824

24

1.509

62,88

10

International Journal of Contemporary Hospitality Management

09596119

Q1

0,795

50

2.967

59,34


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