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Anderson Pereira Portuguez Diamiry Cabrera Nazco Yulianne Pérez Escalona

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331 

I e II respaldado no princípio do desenvolvimento regional 

cria  o  Programa  de  Regionalização  do  Turismo  com 

roteiros  turísticos,  considerando  as  municipalidades, 

aproveitando as potencialidades dos lugares.  

O  turismo  religioso  motiva  a  viagem  a  lugares  que 

são  considerados  sagrados.  Smith  (1992.  p.  12),  diz  que 

“o turismo religioso situa-se na confluência de polaridades 

opostas: o mundo profano ou secular e o mundo religioso”. 

Assim,  têm-se  os  festejos  populares  com  excesso  de 

bebidas que leva participantes agirem com violência, e os 

atos religiosos celebrados com festa ritos e cultos da festa 

sagrada  de  Santa  Luzia.  É  tempo  democrático  e  por  isso 

mesmo  comum,  que  ocorram  opções  para  as  pessoas 

estarem  em  lugares  diferentes,  que  são  relacionados  a 

partir a ideia dos símbolos e desejos.  

Os  atrativos  tidos  como  seculares,  dão  outras 

possibilidades  para  a  noite  após  celebrações  religiosas, 

frequentar  casas  de  shows,  parque  de  diversões,  a 

compra  de  lembranças  ou  degustação  nas  ruas  e 

restaurantes,  andar  nas  avenidas  das  cidades,  consumir 

os produtos ofertados nas cidades em festas. 

É  perceptível  que  a  introdução  de  festas  religiosas 

em roteiros turísticos, além de mostrar a tradições culturais 

dos  lugares,  permite  o  aumento  da  exploração  capitalista 

traduzida  em  demandas  de  consumo.  Porém  grupos  com 

mais  influência  política  ou  financeira,  passam  a  agir  de 

modo  a  segmentar  o  acesso  da  população  o  que 

possibilita  a  marginalização  de  grupos,  podendo  gerar 

interesses entre classes que dominam os lugares com  os 

desejos  dos  populares,  descaracterizando  a  cultura 

tradicional, ou (re) significando de acordo com o mercado 

(CANCLINI, 2008).  


332 

Isto  muda  o  conteúdo  das  festas,  das  tradições, 

dando  uma  vivência  diferente  da  conhecida  pela 

população,  o  que  provoca  mudanças  no  que  realmente  a 

comunidade quer conforme Coriolano (1998, p. 111):  

Uma população com seu modo próprio de ser 

e  de  sentir,  com  suas  tradições  religiosas, 

artísticas,  com  seu  passado  histórico,  com 

seus  costumes  típicos,  com  seu  “estilo”  de 

vida  familiar  e  social,  com  suas  atividades 

produtivas, 

com 

seus 

problemas 

necessidades,  com suas aspirações;  vivendo 

em  um  determinado  espaço  (lugar)  e  tendo, 

sobretudo,  consciência  desta  vida  comum, 

tudo isto junto é que forma a comunidade.  

As atividades econômicas dominantes pode mudar a 

percepção  da  comunidade  em  relação  às  tradições,  o 

modo  de  vivenciar  pode  torna-se  diferente  e  isso  traz 

mudanças  no  sentido  das  festas  que  tem  como  objetivo 

principal  o  culto,  e  muda  porque  passa  a  obedecer  a 

vontades  do  mercado.  Não  obedece  mais  ao  padrão 

popular como lembra Hobsbawm, (1997, p.9):  

O objetivo e a característica das tradições, inclusive 

das inventadas, é a invariabilidade. O passado real 

ou forjado que elas se referem impõe práticas fixas. 

Por  ‘tradição  inventada’,  o  autor  se  entende  um 

conjunto  de  praticas,  normalmente  regulares  por 

regras  tácita  ou  abertamente  aceitas;  tais  práticas, 

de  natureza  ritual  ou  simbólica,  visam  inculcar 

certos valores e normas de comportamento através 

da  repetição,  o  que  implica  automaticamente  uma 

continuidade em relação ao passado. 

As  modificações  nos  padrões  tradicionais  significam 

novos  padrões  ou  perdas  dos  primeiros.  Esse  segundo  é 

péssimo 

para 

as 

comunidades 

tradicionais. 

Para 



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