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Freitas; Mendonça; Lopes 

Rev. de Economia Agrícola, São Paulo, v. 61, n. 2, p. 5-16, jul.-dez. 2014

 

6

1 - INTRODUÇÃO 

 

 

O aumento da produção de alimentos é uma 

das principais questões a ocupar o centro das preo-

cupações no século XXI. As projeções da Organi-

zação das Nações Unidas (U

N

, 2015) sinalizam para 

uma população global de 9,5 bilhões de pessoas em 

2050, além de possíveis elevações na demanda inter-

nacional por alimentos, aumentos estes associados a 

maiores rendas per capita e crescente taxa de urbani-

zação em várias regiões da África e Ásia.  

 

Ao mesmo tempo, grandes produtores glo-

bais de alimentos já não mais detêm espaço facil-

mente aproveitável para expansão de área agrícola 

em condições técnicas e/ou economicamente viá-

veis. É o caso de Rússia, Estados Unidos, União Eu-

ropeia, Argentina e Austrália. 

 

No caso brasileiro, é conhecido o processo de 

expansão agrícola que se origina do Sul por meio do 

Cerrado na região Centro-Oeste e hoje se espraia 

pelos Estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Ba-

hia, com reflexos em ocupação de área da própria 

região Norte do país. 

 

Em especial na região Norte, Rondônia, Pará e 

Tocantins têm experimentado recente aumento do 

preço de terras (G

ASQUES

;

 

B

OTELHO

;

 

B

ASTOS

, 2015), 

um subproduto da própria dinâmica de ocupação de 

novas áreas. 

 

Isto posto, e tendo-se em conta o papel crucial 

da agricultura nas frentes de abastecimento alimentar 

interno, suprimento de matéria-prima para outros 

segmentos produtivos, obtenção de divisas por meio 

de exportações e ampliação de mercados (C

ASTRO

,

 

1969;

 

M

ARCONDES

,

 

1995;

 

H

OMEM DE 

M

ELLO

, 1990), este 

artigo tem por objetivo averiguar a desigualdade de 

crescimento de área agrícola entre as mesorregiões 

brasileiras, ao longo do período 1994-2013. Neste 

contexto, enquadra-se não apenas a produção de 

alimentos, mas também a produção de etanol, bio-

massa e biodiesel, relativos ao suprimento energético.  

 

Subsidiariamente, pretende-se diagnosticar a 

rota de expansão de área plantada no Brasil ao longo 

dos 20 anos avaliados.  

 

A opção pela utilização da mesorregião cons-

titui-se numa alternativa de parcimônia, podendo-se 

aprofundar a investigação, a critério ou necessidade, 

para o nível de microrregiões ou de municípios. 

Ademais, os municípios são unidades geográficas, 

precipuamente político-administrativas, e não são 

necessariamente definidos com base nas condições 

macroagroecológicas locais

5

.  Isso  advoga  em  favor 

do uso de unidades geográficas mais agregadas, co-

mo as mesorregiões, por exemplo. 

 

Além deste item introdutório, o estudo con-

templa a seção 2, dedicada à apresentação dos dados 

e da metodologia. Os itens 3 e 4 foram reservados à 

discussão dos resultados e às considerações finais, 

respectivamente. 

 

 

2 - DADOS E METODOLOGIA 

 

 

O estudo utilizou dados de valor da produção 

(R$), área colhida (ha) e área plantada (ha) da Pro-

dução Agrícola Municipal (P

AM

), disponibilizados 

pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 

(I

BGE

,

 

2015) do período 1994 a 2013, em nível de 

mesorregiões, e obtidos do Sistema I

BGE

 de Recupe-

ração Automática (S

IDRA

) do mesmo órgão

6

 

Dois procedimentos foram empregados para 

medir e detectar as mesorregiões brasileiras com 

crescimento diferenciado em termos de expansão da 

área plantada. Em primeiro lugar, foram calculados 

os percentuais de média de crescimento da área 

plantada para cada uma das 137 mesorregiões brasi-

leiras, conforme as fórmulas (1) e (2) abaixo: 

 

 

T

t

t

i

C

I

19

/

,

94

1

   t= 1995, ..., T             (1),  

 

em que: 

- C

94,t

: taxa de crescimento da área plantada pela 

                                                 

5

Referem-se às condições de vegetação natural, clima, solo, 

relevo, textura, drenagem e fertilidade natural, quando 

tomadas em conjunto, e que compõem dados importantes 

quanto à vocação agroecológica das terras (E

MBRAPA

, 1991). 

6

Foram contempladas produções de lavoura temporária e de 

lavoura permanente. 

 


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