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Freitas, K. R. T. de et al. 

Rev. de Economia Agrícola, São Paulo, v. 61, n. 2, p. 53-75, jul.-dez. 2014

 

54

1 - INTRODUÇÃO 

 

 

O Brasil tem se consolidado no comércio in-

ternacional como um dos principais países produto-

res de alimentos, exportando produtos principal-

mente na forma de commodities.  De acordo com as 

projeções até 2030, um terço dos produtos agrícolas 

comercializados no mundo será originário do país, 

em função da crescente demanda dos países asiáti-

cos (M

DIC

/S

ECEX

, 2015). Neste cenário, o Brasil pos-

sui participação significativa  na  produção  de  carne 

bovina, detendo um rebanho bovino de aproxima-

damente 208 milhões de cabeças distribuídos em 

cerca de 174 milhões de hectares de terra (A

NUAL-

PEC

, 2015). 

 

Atualmente, o Brasil detém o maior rebanho 

comercial bovino do mundo, sendo o segundo maior 

exportador mundial. O crescimento da produção 

brasileira ocorreu devido a vários fatores como: me-

lhoramento genético dos animais, melhoria no ma-

nejo das pastagens, terras disponíveis, condições cli-

máticas favoráveis, que contribuiram para ganhos de 

produtividade (F

LORINDO

 et al., 2015). Em relação às 

exportações, a partir dos anos 2000, houve uma re-

formulação da indústria frigorífica nacional, visto 

que as transformações econômicas ocorridas ainda 

na década de 1990 (estabilidade econômica, abertura 

da economia e privatizações) tornaram o Brasil um 

dos principais exportadores da proteína animal do 

mundo (L

IMA

 et al., 2012). 

 

Contudo, Lima et al. (2012) advertem que o 

crescimento nas exportações não necessariamente 

significa ganhos de competitividade no mercado 

internacional, muito menos permite ao Brasil manter 

status de grande produtor, embora, sejam visíveis 

os ganhos econômicos que o setor proporcionou ao 

Brasil. Assim como o Brasil, a Argentina também 

ocupa posição de destaque no comércio mundial de 

carne, como grande produtor e exportador.  A Ar-

gentina já foi considerada o maior exportador de 

carne bovina do mundo, por volta dos anos de 1930, 

sendo o terceiro na última década. Em 2014, as ex-

portações argentinas representaram aproximada-

mente um terço das exportações comparadas com o 

ano de 2005, quando o governo argentino introduziu 

políticas para garantir a oferta interna (S

PINETTO

G

ONZÁLES

, 2014). 

 

Contudo, mesmo reduzindo as exportações, a 

carne bovina produzida na Argentina ainda mantém 

seu prestígio no mercado europeu, devido à quali-

dade superior e certificação (P

ALAU

, 2014). Ademais, 

a demanda por este produto na Argentina acontece 

por mercados exigentes, que procuram carne dife-

renciada, atendendo um nicho específico de merca-

do.  No entanto, os países com alto poder aquisitivo 

vêm diminuindo o consumo de carne, mudando 

seus hábitos alimentares. Dessa forma, Brasil e Ar-

gentina concorrem em diferentes mercados, onde o 

Brasil exporta, principalmente, para países emergen-

tes, com valores inferiores (V

ILA

;

 

P

EREIRA

, 2011). 

 

Após vários anos de forte crescimento, a eco-

nomia da Argentina desacelerou muito no ano de 

2012, devido a vários fatores, como: desvalorização 

da taxa de câmbio real, controles restritivos à impor-

tação e o impacto negativo das medidas políticas do 

governo sobre o mercado e sobre o empresariado. 

As altas taxas de inflação na Argentina, entre 2007 e 

2012, proporcionaram um elevado crescimento da 

taxa de câmbio real, o que resultou na redução da 

competividade nas exportações de uma maneira 

geral, principalmente, sobre o setor de agronegócios 

e alimentos (R

ABOBANK

, 2012). 

 

Dessa forma, o objetivo deste estudo foi anali-

sar a competitividade das exportações de carne bo-

vina entre Brasil e Argentina entre os anos 2006 e 

2013. Estes dois países citados não foram escolhidos 

aleatoriamente, pois, o primeiro tem importante 

destaque no cenário internacional na atividade do 

comércio do produto estando a cada ano entre os 

principais países exportadores de proteína animal no 

mundo; o segundo, citado neste estudo, foi escolhido 

por ser um país vizinho do Brasil, e que produz 

carne vermelha de excelente qualidade e assim como 

o Brasil, atende principalmente a seu mercado in-

terno, exportando seu produto excedente para mer-

cados sofisticados, sendo que a própria Argentina 

em tempos passados já esteve entre as principais 

posições no ranking mundial de exportações do pro-


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