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Competitividade no Mercado de Carne Bovina 

 

 

Rev. de Economia Agrícola, São Paulo, v. 61, n. 2, p. 53-75, jul.-dez. 2014

 

55

duto, e que desde a segunda metade da década de 

1990 não tem o mesmo destaque devido a políticas 

internas no que tange ao comércio da carne. Para 

atender o objetivo, foi utilizado o Constant Market 

Share, que consiste na decomposição das fontes de 

crescimento das exportações. O trabalho está dividi-

do em quatro seções, sendo revisão bibliográfica, 

metodologia, resultados e discussão e conclusões. 

 

 

2 -  REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 

 

2.1 - O Comércio Internacional 

 

 

O desenvolvimento do comércio internacional 

perpassa pela lógica mercantilista. O desenvolvi-

mento econômico das monarquias se embasa no 

mercantilismo. Os mercantilistas visavam a acumu-

lação de capitais em metais preciosos, como o ouro e 

a prata, visto que naquele período mensurava-se a 

riqueza de um país pela quantidade de metais pre-

ciosos acumulados (C

OUTINHO 

et al., 2005).  

 

O pensamento mercantilista vigorou entre os 

anos de 1450 e 1750. O Estado intervinha para alca-

nçar um maior bem-estar da população e também 

estimular o comércio e a indústria, pois se via como 

possibilidade de absorção de mais metais preciosos 

no país através das exportações (C

ARVALHO

; S

ILVA

2007).  

 

Sendo assim, a visão do mercantilismo apon-

tava que os desequilíbrios na balança comercial 

eram explicados pelas alterações no câmbio.  

 

Contudo, para os mercantilistas, o comércio in-

ternacional acontecia de forma unilateral e agressiva, 

pois, afirmavam que um país só podia ter ganhos se 

outro tivesse perdas no comércio, gerando lucros para 

um e déficits para outro (S

ILVA

, 2009). 

 

Adam Smith fala sobre a teoria do comércio 

internacional e faz duras críticas aos mercantilistas, 

pois os mercantilistas não incluíam em suas análises 

que o comércio poderia gerar benefícios para os dois 

participantes das trocas. Segundo a teoria de Smith, 

o comércio não necessariamente implicava déficit e 

superávit entre os praticantes do comércio. A síntese 

de sua ideia de comércio está na teoria das Vanta-

gens Absolutas como o grande alicerce do comércio 

internacional. Esta teoria argumenta que a utilização 

de uma quantidade menor de insumo para produzir 

um bem pode resultar em uma maior produtivida-

de, pois o custo da produção unitária de determina-

do bem seria menor, e esse aumento na produção 

deste dado bem resultaria em vantagem absoluta 

para um país (C

ARVALHO

; S

ILVA

, 2007).  

 

Sendo assim, os países devem focar-se na 

produção de bens que lhes tragam vantagens abso-

lutas para si e o excedente deve ser exportado (C

OU-

TINHO 

et al., 2005). Contudo, Smith afirmava que 

para haver o comércio internacional, ambas as partes 

envolvidas deveriam perceber benefícios gerados 

por meio do comércio (C

ARVALHO

; S

ILVA

, 2007). A 

partir desta constatação de Smith, foi possível evo-

luir nos estudos e teorias sobre o comércio interna-

cional (K

RUGMAN

; O

BSTFELD

, 2010). 

 

Nesse sentido, David Ricardo avança sobre a 

teoria de Smith, no início do século XIX, e elabora a 

teoria das Vantagens Comparativas. Esta teoria ex-

plica que poderia haver trocas sem que houvesse 

vantagens absolutas para os resultados dos países 

(K

RUGMAN

; O

BSTFELD

, 2010). Ricardo explicou que 

os ganhos no comércio também eram possíveis aos 

países que não possuíam vantagens absolutas em 

relação aos outros. A vantagem comparativa reflete 

o custo de oportunidade relativa, ou seja, a relação 

das quantidades de um determinado bem que dois 

países deixam de produzir para direcionar a pro-

dução de outro bem (C

OUTINHO 

et al., 2005). 

 

A teoria ricardiana das Vantagens Compara-

tivas de comércio internacional tem como base a 

teoria do valor do trabalho. De acordo com este mo-

delo, os custos comparativos são determinados pela 

produtividade relativa do trabalho. Variações nessa 

produtividade entre os países adviriam, principal-

mente, de diferenças tecnológicas entre eles (G

ON

-

ÇALVES

, 1998).   

 

Sendo assim, Ricardo direciona o comércio 

externo  da  seguinte  forma:  os  países  exportam  os 

bens nos quais possuem maior produtividade relati-

va do trabalho e importam os bens nos quais têm 


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