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Freitas, K. R. T. de et al. 

Rev. de Economia Agrícola, São Paulo, v. 61, n. 2, p. 53-75, jul.-dez. 2014

 

56

menor produtividade relativa do trabalho (C

OUTI

-

NHO 

et al., 2005). Logo, os limites para o estabeleci-

mento da relação de troca são os preços relativos dos 

bens em cujas produções cada país tem vantagens 

comparativas (C

ARVALHO

; S

ILVA

, 2007).  

 

A teoria de Heckscher-Ohlin avança sobre a 

teoria ricardiana por diferenciar o comércio interna-

cional do comércio interregional, e também por 

identificar fatores que pressupõem a existência de 

vantagens comparativas. Para os autores, existem 

diferenças nos níveis de estoques relativos dos dife-

rentes fatores de produção, que, por sua vez, in-

fluenciam os custos de produção desses bens 

(K

RUGMAN

; O

BSTFELD

, 2010). 

 

O teorema de Heckscher-Ohlin explica a dife-

rença dos preços relativos das mercadorias entre os 

países e o padrão de vantagens comparativas. O 

preço relativo de equilíbrio iguala as quantidades 

ofertadas e demandadas. As curvas de indiferença 

nacionais determinam o preço relativo de equilíbrio, 

e as fronteiras de possibilidades de produção deter-

minam as quantidades de cada bem que serão pro-

duzidas e consumidas. Estes fatores são fundamen-

tais para haver demanda e oferta de cada país, e 

assim, consequentemente, estabelecem o comércio. 

Ademais, a especialização que os países possuem na 

produção dos bens aumenta a disponibilidade total 

dos bens, fazendo com que seja possível que os con-

sumidores dos dois países que estão inseridos no 

comércio atinjam o equilíbrio, aumentando seu bem- 

-estar (C

ARVALHO

; S

ILVA

, 2007).  

 

Esta teoria diz que os países se especializam 

na produção de bens que necessitam de fatores de 

produção, que são disponibilizados em abundância 

relativa no país, exportando esses bens e importando 

outros bens que são produzidos com fatores de pro-

dução não tão disponíveis. Sendo assim, se o país 

tem o fator trabalho abundante com o custo relati-

vamente baixo, terá uma vantagem comparativa na 

produção, proporcionando ganhos de comércio 

(C

OUTINHO 

et al., 2005).  

 

Avançando nas teorias do comércio interna-

cional, sabe-se que os preços relativos dos fatores 

escassos são maiores do que os preços relativos dos 

fatores abundantes. Nesse contexto, surge a teoria da 

equalização dos preços dos fatores de produção. 

Esta teoria apresentada por Paul Samuelson utilizou 

a base de Hecksher-Ohlin, e por isso é conhecido 

também como Teoria de Hecksher-Ohlin-Samuel-

son. Segundo esta teoria, o comércio de mercadorias 

tem o mesmo efeito sobre as taxas de salário e de 

retorno sobre o capital físico que a mobilidade des-

ses fatores, pois se mantém o modelo de Hecksher- 

-Ohlin e se adiciona a remuneração dos fatores de 

produção. Este teorema busca explicar a composição 

dos fluxos de comércio, isto é, o padrão de comércio 

internacional. A abundância  relativa  de  um  fator 

significa que a utilização dos recursos de um país é 

relativamente mais adequado para a produção do 

bem cuja produção seja intensiva no fator mais dis-

ponível (C

ARVALHO

; S

ILVA

, 2007). 

 

Outro autor avança sobre as teorias de comér-

cio internacional, Michael Porter em 1985. Ele pro-

põe uma nova abordagem sobre conceito de comér-

cio internacional. Ele contradiz as teorias clássicas e 

vai além da teoria das vantagens comparativas, e 

fala em vantagens competitivas dos países. Para 

Porter, só há um conceito relevante na competitivi-

dade nacional, sendo o da produtividade. Sua teoria 

diz que o Estado é quem motiva as relações de trocas 

entre as nações, e é o Estado, o qual ele chama de 

Diamante Nacional, que rege as condições de com-

petição. Para a teoria das vantagens competitivas, as 

condições de mercado e sua estrutura, a existência 

de empresas e indústrias que apoiam o mercado 

também é importante, assim como os fatores de 

produção (C

OUTINHO 

et al., 2005). 

 

Porter destaca quatro determinantes que fun-

cionam como uma engrenagem que formam o Dia-

mante Nacional. O primeiro determinante refere-se 

à situação do país nos fatores de produção. O se-

gundo é a demanda interna dos bens produzidos 

pela indústria. O terceiro determinante é a existência 

de empresas ou indústrias que atendem a demanda 

internacional e o quarto determinante é definido 

pela estrutura e estratégia das empresas.  

 

Contrariamente a Hecksher-Ohlin, Porter 

acredita na criação de fatores, fato que depende da 


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