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Competitividade no Mercado de Carne Bovina 

 

 

Rev. de Economia Agrícola, São Paulo, v. 61, n. 2, p. 53-75, jul.-dez. 2014

 

57

capacidade das empresas inovarem. Contudo, Porter 

considera vários fatores de produção, destacando a 

importância do conjunto, cuja produtividade deter-

mina em quais indústrias um país terá vantagem 

competitiva (C

OUTINHO

 et al., 2005). 

 

 

2.2 - Mercado de Carne no Brasil e na Argentina 

 

 

No caso brasileiro, o agronegócio corresponde 

a 23% da atividade econômica do país, e de acordo 

com a Secretaria de Comércio Exterior do país, as 

exportações brasileiras (C

EPEA

, 2014). Atualmente, os 

produtos agroindustriais incorporam-se aos produ-

tos agropecuários, cujo valor adicionado cresce cada 

vez mais, proporciona um aumento das vendas de 

produtos brasileiros no comércio internacional, as-

sim contribuindo para que aconteçam os superávits 

comerciais, de fundamental importância para a ma-

croeconomia de um país (B

ATALHA

, 2013). 

 

Nesse contexto, quando se fala dos produtos 

brasileiros mais competitivos no comércio interna-

cional não se pode deixar de mencionar o mercado 

brasileiro da carne bovina. De acordo com Bliska 

(1999), o crescimento da economia dos países desen-

volvidos contribuía para a expansão das exportações 

brasileiras de carne bovina. Contudo, a partir de 

2008, com a crise observou-se uma queda na renda 

externa mundial, que por sua vez afetou tanto as 

exportações brasileiras de carne bovina quanto as de 

carne de aves. 

 

Quando o termo “competitividade” entra em 

discussão, pode-se fazer uma relação direta com a 

produção. Neste caso, isso remete aos esforços no 

sentido de reduzir custos de produção (B

ATALHA

2013). Esta produtividade pode ser visualizada, se-

gundo Souza (2008), com a redução das taxas de 

inflação a partir de 1994, ocasionada pelo Plano Real. 

Desde então ocorreram grandes transformações no 

setor primário brasileiro, com destaque para pecuá-

ria, que se beneficiava da valorização da moeda 

brasileira. Em virtude destas mudanças econômicas, 

a atividade pecuária teve de se adaptar, com as pro-

priedades rurais tornando-se empresas eficientes, 

elevando assim os índices produtivos. 

 

Neste sentido, o Brasil se tornou muito com-

petitivo no mercado internacional de carne e, desde 

2004, o país é líder nas exportações mundiais de 

carne bovina. Em 2013, 19,6% (20 milhões de tonela-

das

6

) da carne produzida foram comercializadas 

internacionalmente, com mais de 180 países, resul-

tando uma receita na casa dos 6 bilhões de dólares. 

Além disso, o Brasil tem o segundo maior rebanho 

bovino efetivo do mundo, com 208 milhões de ca-

beças, ocupando uma área de pastagens de 174 

milhões de hectares, o que equivale a aproximada-

mente 20% do território brasileiro (A

BIEC

, 2014). 

 

Além de ser um grande produtor e exportador, 

o Brasil também aparece como o segundo maior mer-

cado consumidor mundial de carne bovina, sendo 

que 80% da produção (8,27 milhões de toneladas) é 

voltada ao mercado interno, ficando somente atrás da 

União Europeia (A

BIEC

, 2014). O contínuo crescimento 

apresentado pelo mercado bovino brasileiro, a partir 

do início da década de 2000, ainda se manteve em 

2014, além da previsão de aumento no consumo glo-

bal de carne bovina (S

COT 

C

ONSULTORIA

, 2015). 

 

Enquanto nos últimos anos o Brasil apresenta 

crescimento contínuo na produção de carne, a Ar-

gentina vem enfrentando difíceis problemas. Em 

virtude das questões políticas e econômicas internas, 

a Argentina vem perdendo espaço na produção de 

carnes, principalmente, devido ao aumento nos cus-

tos de produção. Além disso, a produção argentina 

foi obrigada a atender a sua demanda interna, no 

caso, o país destinava uma tonelada ao consumo 

interno, para cada 3,5 toneladas que exportasse (T

A-

PIAS

, 2012). 

 

Contudo, em função dos custos de produção 

mais elevados, o mercado interno não foi capaz de 

aumentar a demanda, em virtude dos preços mais 

elevados do produto. Com isso, o consumo domésti-

co da Argentina decresceu em 16 kg anuais por habi-

tante durante o ano de 2011. Dessa forma, para re-

duzir o prejuízo, os produtores também reduziram o 

rebanho neste período, em cerca de 6,5 milhões de 

                                                 

6

Tonelada equivalente carcaça (T

EC

). 

 


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