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Freitas, K. R. T. de et al. 

Rev. de Economia Agrícola, São Paulo, v. 61, n. 2, p. 53-75, jul.-dez. 2014

 

60

crédito e disponibilidade de atendimento das enco-

mendas dos compradores. 

 

 

4 - RESULTADOS E DISCUSSÃO 

 

4.1 - O Mercado da Carne 

 

 

Em 2013, o consumo mundial de carne bovina 

foi de 56,8 milhões de toneladas equivalente carcaça 

(U

SDA

, 2014). Apesar de ser o maior consumidor 

mundial de carne bovina desde 2000, os Estados 

Unidos têm reduzido anualmente o consumo deste 

tipo de carne, enquanto Brasil e China aparecem 

nesta lista como os países que mais aumentaram seu 

consumo em 2013, cujo aumento foi de, respectiva-

mente, 29,2% e 16,8% (W

OLFSEEDS

,

 

2015;

 

U

SDA

, 2014). 

O Brasil é um dos principais produtores de proteína 

animal do mundo e o principal destino da sua pro-

dução é o mercado interno, mesmo porque o país 

exporta apenas 20% de sua produção (M

APA

, 2011). 

 

Em termos comparativos, o Brasil exportou, 

em média, cerca de três vezes mais que a Argentina 

no período 2006 a 2009 (Figura 1). A partir de 2010, o 

Brasil cresceu consideravelmente nas exportações de 

carne, ao contrário da Argentina que perdeu merca-

do, devido a várias restrições à exportação que o seu 

próprio governo impôs. 

 

Na Argentina, depois de fortes declínios, a 

produção de carne bovina cresceu, em 2012, 4,25% 

em relação ao período anterior. Este aumento acon-

teceu em decorrência da maior participação de fê-

meas nos abates, ocasionando uma queda no núme-

ro de matrizes. A maior parte da produção argentina 

foi vendida internamente no ano de 2012. Isso tam-

bém ocorreu no Brasil, visto que a maioria da sua 

produção também é vendida internamente, expor-

tando somente o excedente (F

LORINDO 

et al.,

 

2015;

 

R

ABOBANK

, 2012). 

 

A tabela 1 mostra os principais produtores de 

carne bovina entre os anos de 2005 e 2013 no mundo, 

e a participação de cada um dos países relacionados 

na produção mundial. A produção mundial de carne 

bovina in natura, em 2013, foi de 60.080 milhões de 

T

EC

 e as exportações totalizaram 9.165 milhões de 

T

EC

, representando 15,63% da produção.  

 

No ano de 2012, as exportações deste produto 

na Argentina representaram cerca de 7% da produção 

total. O consumo per capita dos argentinos nesse ano 

foi de 58 kg, ocasionando um aumento de 6% em 

relação aos anos anteriores (R

ABOBANK

, 2012). 

 

O Brasil se destaca como um dos principais 

produtores, atrás apenas dos Estados Unidos na 

produção da carne bovina. A sua grande extensão 

territorial contribui para isso, além do clima tropical 

brasileiro, o melhoramento genético dos animais, as 

boas práticas de manejo, as melhoras nas pastagens 

também ajudam ao país no ranking dos principais 

produtores de bovinos (F

LORINDO

;

 

M

EDEIROS

;

 

M

AUAD

, 2015). 

 

Contudo, como o interesse deste artigo é com-

parar Brasil e Argentina neste setor, a tabela 2 de-

monstra o volume em cabeças do rebanho de ambos 

os países, de forma a explicitar a diferença quanto ao 

volume da produção. 

 

O rebanho bovino brasileiro, em 2008, era 

praticamente três vezes maior que o rebanho da Ar-

gentina, com crescimento superior à produção Ar-

gentina nos anos subsequentes. Na Argentina acon-

teceu o contrário, visto que entre 2009 e 2011 ocorreu 

um declínio no número de cabeças, além disso, qua-

se toda a produção tinha como destino o mercado 

interno (Tabela 3). 

 O 

consumo 

per capita pode ser visto de forma 

comparativa entre Brasil e Argentina (Tabela 4). 

Dessa forma, é fácil notar que os argentinos conso-

mem bem mais carne bovina do que os brasileiros, 

tal fato pode ser justificado por alguns motivos como 

os hábitos culturais, a desigualdade socioeconômica, 

a maior quantidade de produtos substitutos à carne 

bovina, como aves, peixes e suínos (L

IMA

 et al., 

2012). 

 

Contudo, vale ressaltar que entre 2008 e 2012, 

enquanto o Brasil vai aumentando seu consumo per 

capita, a Argentina vai diminuindo o consumo no 

mesmo período. Isso se deve aos problemas econô-


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