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.I.L.

mento das doenças infecciosas de forma séria e

criteriosa (WHO, 2000). 

Em 1887, cientistas descobriram a capacida-

de de adaptação dos microorganismos e a sua

resistência, não apenas a modificações ambien-

tais, mas também a agentes anti-sépticos (Louie

e Bell, 2002). Paul Ehrlich foi o primeiro a des-

crever o desenvolvimento da resistência de um

protozoário à terapêutica química no tratamen-

to da malária (Louie e Bell, 2002). A resistência

bacteriana emergiu pouco depois da intro-

dução dos antibióticos nos anos 1930 e 1940

(Virk e Steckelberg, 2000). Em meados de 1940,

2 anos apenas após a introdução da penicilina

no mercado, os cientistas observaram a

emergência de uma estirpe de Staphylococcus

aureus resistente à penicilina (WHO, 2000;

Walsh, 2000). Ernst Chain foi o primeiro a des-

crever a penicilinase, enzima produzida pelas

bactérias para destruir a penicilina (Louie e Bell,

2002). A resistência à vancomicina surgiu em

1987 nas enfermarias hospitalares e dissemi-

nou-se rapidamente nos 4-6 anos seguintes

(Walsh, 2000). Mais casos se sucederam, dando

origem a um grave problema de saúde pública,

com implicações económicas, sociais e políti-

cas, que são transnacionais, atravessando todas

as fronteiras (WHO, 2000). O fenómeno da

resistência pode agora ser demonstrado em

todas as classes de antibióticos disponíveis (Virk

e Steckelberg, 2000).

O aparecimento de resistências pode ser devi-

do a factores como (WHO, 2000): mau diagnós-

tico da doença infecciosa; “paradigma da pobre-

za” – menor acessibilidade aos fármacos e sub-

dosificação; fármacos falsificados (em países em

vias de desenvolvimento); utilização de antibióti-

cos de largo espectro em detrimento de antibióti-

cos de espectro mais estreito que tratam doenças

específicas; pressões dos doentes (por vezes

influenciados pela publicidade); falta de progra-

mas educativos e de informação adequada; utili-

zação inadequada dos antibióticos em ambiente

hospitalar; utilização de antibióticos em alimen-

tos; e “globalização” – viagens internacionais e

trocas comerciais (um microorganismo resistente

originado em África ou no Sudeste asiático, pode

chegar à costa da América do Norte em 24

horas!). Se os antibióticos continuarem a ser utili-

zados indiscriminadamente, muitos peritos

receiam a denominada “era pós-antibiótica” em

que os antibióticos se tornam ineficazes no trata-

mento de infecções causadas por bactérias resis-

tentes (Louie e Bell, 2002). 

Como principais consequências da resistência

microbiana, podemos destacar (WHO, 2000):

Mortalidade – infecções resistentes são mais

vezes fatais; Morbilidade – doenças prolongadas

e uma maior probabilidade de microorganismos

resistentes se propagarem a outras pessoas; Cus-

tos – maiores encargos financeiros com o trata-

mento, uma vez que se utilizam fármacos novos

e mais caros; e Soluções limitadas – menor núme-

ro de fármacos novos em concepção e desenvol-

vimento. A Tabela I mostra algumas evidências

relacionadas com a resistência bacteriana aos

antibióticos. Tão depressa quanto são lançados

no mercado novos antimicrobianos, tão depressa

as forças da resistência se reagrupam e voltam a

“atacar”! (WHO, 2000). Quando emerge a

resistência a um antibiótico, ela pode desenvol-

ver-se rapidamente e, de uma maneira geral,

decresce lentamente embora não totalmente

(Tabela II). 

De entre as doenças para as quais o problema

das resistências é muito significativo, porque

determinante de mortalidade e morbilidade no

mundo inteiro, encontram-se (WHO, 2000):

Pneumonia – Permanece em 1º lugar no “ran-

king” das doenças infecciosas mortais. A resistên-

TABELA I

“ABC” da resistência

Os antibióticos permitem grandes progressos na

medicina;

O mau uso dos antibióticos leva ao aparecimen-

to de bactérias resistentes;

As bactérias resistentes acumulam-se e dissemi-

nam-se;

A resistência aumenta as complicações clínicas,

leva ao prolongamento da estadia hospitalar e

aumenta os custos;

O desenvolvimento de novos antibióticos é

lento, caro e não pode ser garantido;

Com o aumento das resistências e menos agen-

tes antimicrobianos novos, a medicina moderna

enfrentará retrocessos significativos.

Fonte: Organização Mundial de Saúde/CDS



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