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hospitalar;  Leishmaníase – O problema da

resistência surge quando os tratamentos são

muito curtos, interrompidos ou consistem em fár-

macos de pouca qualidade ou falsificados. Hoje

em dia, a Leishmaníase visceral, também conhe-

cida como Kala-azar, atinge 500.000 indivíduos

por ano em cerca de 61 países. Factores como a

guerra, a globalização, o aumento das viagens e

as mudanças climatéricas, colocam esta infecção

parasitária na categoria de doenças emergentes,

com resistências de evolução rápida; Gonorreia –

Esta doença é exemplo de como o abuso de anti-

microbianos transformou uma doença anterior-

mente curável numa fonte de contágio potencial-

mente fatal. O desenvolvimento de resistência aos

antimicrobianos na Gonorreia é uma das grandes

calamidades do século XX; e Vermes comuns –

Uma outra área em que a resistência representa

uma ameaça é a do tratamento de helmintas

transmitidos pelo solo ou alimentos. Em humanos

a resistência ainda não emergiu, mas é potencial-

mente ameaçadora.

Como se pode constatar do exposto anterior-

mente, a emergência de resistência aos agentes

antimicrobianos é um problema grave a nível

nosocomial, mas cada vez mais também na

comunidade e lares de acolhimento (Kaye et al,

2000). Internacionalmente, os dados da resistên-

cia aos antibióticos de vários países são recolhi-

dos e analisados pela Organização Mundial de

Saúde, que tem funções de vigilância e controlo,

com monitorização das resistências e implemen-

tação de eficazes medidas de controlo a nível glo-

bal (Virk e Steckelberg, 2000). A Tabela III mostra

o “Plano de Acção” concebido por esta Organi-

zação para travar a resistência aos antimicrobia-

nos e promover tratamentos mais apropriados das

doenças infecciosas. Na Tabela IV podemos veri-

ficar como é que as resistências poderão ser efec-

tivamente controladas, sendo que essa aborda-

gem passará fundamentalmente pela utilização

ideal dos antimicrobianos, atendendo às especifi-

cidades próprias dos países desenvolvidos e

daqueles em vias de desenvolvimento.

Objectivos

Pretende-se com este trabalho fazer uma

revisão dos mecanismos de acção dos antibióti-

cos e dos factores associados à emergência de

estirpes resistentes, o que permitirá esclarecer e

compreender melhor os principais mecanismos

de resistência aos antibióticos e suas impli-

cações clínicas. Este trabalho também tem

como objectivo expor sucintamente algumas

estratégias de controlo da resistência aos anti-

bióticos.

Material e métodos

Este trabalho baseia-se em análise e revisão

bibliográficas sobre o tema e no recurso à Internet.

Resultados

Mecanismos de acção dos antibióticos

Para compreender como os antibióticos

actuam e, concomitantemente, como a certa altu-

ra se tornam ineficazes, é necessário rever os

alvos de actuação das principais classes de anti-

bióticos. Neste sentido, é também importante

relembrar a estrutura bacteriana (Figura I). Os anti-

bióticos mais representativos apresentam 5 meca-

49

R

e

vist

a de la O

.F

.I.L.

TABELA III

“Plano de acção” contra as

resistências microbianas

Adoptar as estratégias e políticas da Organi-

zação Mundial de Saúde, particularmente no que

diz respeito à imunização;

Educar profissionais de saúde e a população em

geral sobre a utilização de medicamentos (medi-

camento certo, na dose correcta e durante o

tempo necessário);

Conter as resistências nos hospitais (papel essen-

cial das Comissões de Farmácia e Terapêutica, de

Antibióticos e de Controlo da Infecção);

Reduzir a utilização dos antimicrobianos nos

animais;

Promover a investigação em novos medicamen-

tos antimicrobianos e vacinas;

Construir alianças e parcerias para aumentar o

acesso aos antimicrobianos;

Aumentar a acessibilidade a medicamentos

essenciais;

Tornar medicamentos eficazes acessíveis aos

mais pobres.

Fonte: Organização Mundial de Saúde



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