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(minimização da pressão selectiva); (2) utilizar

antibióticos durante o mais curto espaço de

tempo possível; (3) usar a dose de antibiótico mais

adequada; (4) recorrer a padrões locais de sensi-

bilidade para a escolha empírica mais apropriada

do antibiótico; (5) tratar as infecções dos doentes

em ambulatório o mais rapidamente possível,

com antibióticos orais ou intravenosos no domi-

cílio; (6) não prescrever antibióticos nas situações

em que o benefício é duvidoso, como síndromes

virais suspeitos, bacteriúrias assintomáticas em

idosos com cateteres, úlceras de decúbito sem

abcessos, infecções sistémicas ou colonização

bacteriana do tracto respiratório; (7) interpretar

correctamente resultados de culturas e de sensibi-

lidade, como por exemplo, reconhecer a conta-

minação frequente das culturas sanguíneas com

estafilococos coagulase-negativos; (8) limitar a

profilaxia antimicrobiana aos antibióticos aprova-

dos (indicações e duração).

A vancomicina, pelo seu papel importantíssi-

mo no tratamento de infecções especialmente

graves, merece um destaque especial e recomen-

dações específicas, devendo a sua utilização ser

limitada às seguintes situações (Virk e Steckelberg,

2000): Infecções provocadas por cocos Gram-

positivos resistentes aos antibióticos β-lactâmicos

como  S. aureus meticilino-resistentes; Alergias

graves aos β-lactâmicos; Diarreia associada à uti-

lização de antibióticos que não responde ao

metronidazol; Profilaxia da endocardite infeccio-

sa; Profilaxia do material prostético em áreas de

grande prevalência de S. aureus meticilino-resis-

tentes e estafilococos coagulase-negativos; Utili-

zação empírica apenas em situações de grande

prevalência de S. aureus meticilino-resistentes e

estafilococos coagulase-negativos e na meningite

pneumocócica, até estarem disponíveis os resul-

tados de sensibilidade.

Os farmacêuticos fazem parte das Comissões

de Farmácia e Terapêutica que mantêm a organi-

zação do Formulário Hospitalar e de programas

restritos de utilização de antibióticos (Ibrahim et

al, 2001). Estes profissionais são também partici-

pantes inter-disciplinares no desenvolvimento de

linhas de orientação específicas relacionadas

com a infecção, que muitas vezes incluem reco-

mendações directas de utilização de antibióticos

(Ibrahim et al, 2001). A restrição das escolhas anti-

microbianas, através dos formulários, reduz a

exposição da flora hospitalar a um diversidade de

agentes antimicrobianos (Ibrahim et al, 2001).

Um estudo demonstrou que a restrição de cefa-

losporinas de 3ª geração (nomeadamente ceftazi-

dima) em doentes neutropénicos febris, esteve

associada a uma redução da prevalência de Ente-

rococos vancomicina-resistentes (Patterson,

62

V

ol.

14  Nº 1

● 

2004

TABELA IV

Princípios de controlo da 

resistência aos antibióticos

Utilização apropriada dos antimicrobianos:

– Optimização da utilização dos antimicrobianos

– com o objectivo terapêutico, profiláctico ou

empírico;

– Restrição de certos agentes antimicrobianos;

– Rotação dos agentes antimicrobianos;

– Combinação de terapêuticas antimicrobianas;

– Implementação de linhas de orientação para

utilização de antibióticos na prática clínica.

Programas de vigilância da resistência aos anti-

microbianos:

– Detecção rápida e notificação de novos

padrões de resistência;

– Detecção rápida de microorganismos resistentes.

Programas efectivos de controlo da infecção em

hospitais:

– Identificação e isolamento rápidos de doentes colo-

nizados com microorganismos/estirpes resistentes.

Educação de profissionais de saúde, nomeada-

mente dos responsáveis pela prescrição.

Utilização de monitorização computorizada e de

“feed-back” da utilização de agentes antimicrobianos.

Abordagem multidisciplinar no controlo da

resistência.

Verificação/revisão de procedimentos hospitalares

por agências de supervisão e independentes da saúde. 

Dados de Shlaes e associados.

Fonte: Virk e Steckelberg, 2000



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