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pode melhorar a capacidade de determinar os

efeitos quantitativos de medidas individuais de

controlo da infecção, o que poderá ajudar na

concepção de programas de controlo da infecção

mais eficazes (Bonten et al, 2001).  

A vigilância dos perfis de resistência a nível

local e regional é uma componente essencial na

identificação de resistências e seu controlo. No

entanto, uma vigilância eficaz depende muito da

“performance” dos laboratórios de microbiologia!

(Virk e Steckelberg, 2000). Estes, devem ser muito

bem equipados e produzir resultados de forma

eficiente, expedita e exacta, estando em contacto

estreito com os clínicos (Virk e Steckelberg,

2000). Os resultados de culturas bacterianas con-

vencionais requerem um mínimo de 48-72 horas,

após a recepção do espécimen, para identificação

e notificação da sensibilidade aos antibióticos

(Ibrahim et al, 2001). Outros métodos mais expe-

ditos (detecção e quantificação em minutos)

como as técnicas de ácidos nucleicos, podem

auxiliar na detecção de resistências (Ibrahim et al,

2001). Estes laboratórios devem divulgar os resul-

tados anual ou bianualmente para informação

aos profissionais de saúde (Virk e Steckelberg,

2000). O “screening” rápido e a implementação

de medidas de controlo específico, devem ser ins-

tituídos assim que os microorganismos sejam

identificados, particularmente nas áreas de eleva-

do risco como Unidades de Cuidados Intensivos,

Enfermarias de Oncologia, Unidades de Trans-

plantação, ou Instituições que prestam cuidados a

longo termo (Virk e Steckelberg, 2000). Estas

medidas requerem uma cooperação multidisci-

plinar para terem significado e serem eficazes

(Virk e Steckelberg, 2000). A participação activa

das Comissões de Controlo da Infecção hospitala-

res é também muito importante na identificação

dos indivíduos com infecções provocadas por

microorganismos resistentes e na implementação

de procedimentos de controlo da infecção (Virk e

Steckelberg, 2000). 

A prevenção da infecção pode ser alcançada

através de técnicas assépticas, protecção por

barreiras e métodos estritos de controlo da

infecção (Virk e Steckelberg, 2000). No entanto,

as intervenções mais eficazes no âmbito do con-

trolo da infecção hospitalar são relativamente

simples (Weinstein, 2001): lavar cuidadosamente

as mãos (este procedimento está quase sempre

comprometido devido à falta de tempo e aos efei-

tos adversos sobre a pele decorrentes da lavagem

repetida); esfregar as mãos com produtos de base

alcoólica não secantes; e utilizar universalmente

as luvas (é útil como solução de recurso quando

a adesão à higiene das mãos é incompleta)

(Weinstein, 2001). De vários estudos de adesão

do pessoal de saúde ao procedimento de lavagem

das mãos, conclui-se que os profissionais fazem

uma higiene apropriada das mãos em apenas 25-

50% das oportunidades (Weinstein, 2001).

A resistência bacteriana em Unidades de Cui-

dados Intensivos tem vindo a aumentar sustenta-

damente no últimos 20 anos, sendo que os doen-

tes críticos, que muitas vezes têm estadias prolon-

gadas e frequente exposição a procedimentos

invasivos e antimicrobianos de largo espectro,

mostram maior risco de estarem colonizados por

bactérias resistentes em comparação com a popu-

lação em geral (Warren e Fraser, 2001). Em 1970,

Knittle et al demonstraram que os profissionais de

saúde servem de vectores na transmissão de

microorganismos resistentes (Warren e Fraser,

2001). Os métodos de controlo da infecção em

Unidades de Cuidados Intensivos hospitalares

que auxiliam no combate às resistências, para

além de uma eficaz política antibiótica, incluem

(Warren e Fraser, 2001): Vigilância, para identifi-

cação dos portadores de microorganismos resis-

tentes (particularmente, enterococos resistentes à

vancomicina e S. aureus meticilino-resistentes);

Prevenção das infecções nosocomiais (as

infecções nestes doentes são: infecções sanguíne-

as primárias (factores de risco: cateterização e

nutrição parenteral), pneumonias (factores de

risco: ventilação mecânica e intubação endo-tra-

queal), infecções do tracto urinário (factores de

risco: insuficiência renal e cateterização) e

infecções das feridas cirúrgicas (factores de risco:

estado nutricional deficiente e idade avançada);

Adequada higiene das mãos – há estudos que

demonstram que a taxa de infecções nosocomiais

pode ser reduzida em 25 a 50% se se aumentar a

adesão à lavagem das mãos de 60 para 100%.

Também as infecções resistentes em doentes de

cuidados intensivos podiam ser reduzidas em 1/3

se a adesão aumentasse de 40 para 70%. No

entanto, este procedimento relativamente simples

é extremamente difícil de implementar; Isolamen-

to dos doentes com infecções resistentes - doen-

tes infectados com enterococos resistentes à van-

comicina, S. aureus meticilino-resistentes, ou

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