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de resistência (exs: ácido clavulânico como

substracto suicida para as β-lactamases que, em

combinação com a amoxicilina, ampliou a

acção desta; sulbactam em combinação com a

ampicilina) ou novas classes de antibióticos sin-

téticos (exs: oxazolidonas (linezolide) que apre-

sentam largo espectro e potência aceitável);

Novas abordagens no desenvolvimento dos anti-

bióticos e nas resistências – utilização do geno-

ma para encontrar novos alvos bacterianos e uti-

lização de estratégias que prolongam a vida do

antibiótico. 

Embora se creia que as resistências apare-

cerão mais cedo ou mais tarde, as estratégias

para combater os microorganismos multiresis-

tentes passam necessariamente pelo desenvolvi-

mento de novos antibióticos (Waaij e Nord,

2000). O consenso geral é que se deve reduzir a

utilização dos antibióticos disponíveis actual-

mente, embora esta abordagem seja extrema-

mente difícil de implementar (Waaij e Nord,

2000). Torna-se pois urgente pensar numa nova

abordagem, que passará por 2 áreas actualmen-

te negligenciadas no tratamento das doenças

infecciosas hospitalares (Waaij e Nord, 2000):

do lado das bactérias (sensíveis aos antibióticos),

pensar em formas de manter a resistência à colo-

nização num nível normal em todos os doentes,

de maneira a limitar o risco de sobrecrescimen-

to e translocação intestinal; do lado do hospe-

deiro, pensar em maneiras de manter a capaci-

dade das defesas do hospedeiro contra microor-

ganismos oportunistas, em doentes imunocom-

prometidos, num nível fisiológico normal. A

manutenção da resistência à colonização requer

a inexistência de antibiótico activo no intestino,

o que pode ocorrer por inactivação intra-intesti-

nal (ligação química ou absorção, ou destruição

enzimática) (Waaij e Nord, 2000).

O doente tem um papel fundamental em toda

esta problemática, especialmente quando não

adere à terapêutica prescrita, como se pode

observar no caso da emergência de estirpes resis-

tentes do HIV (Virk e Steckelberg, 2000). Também

a educação e informação aos doentes pode aju-

dar a diminuir a sobre-prescrição de antibióticos

(Virk e Steckelberg, 2000). Por último, deve ser

salientado o papel da vacinação como estratégia

importante na prevenção de infecções que, deste

modo, deixarão de ser problemáticas do ponto de

vista da emergência de resistências.

Conclusões

Uma vez que a resposta normal das bactérias

à exposição aos antibióticos é o desenvolvimento

de alguma variação genética que lhes permita

resistir aos efeitos do fármaco, e uma vez que a

flora normal do homem tem espécies resistentes a

cada e qualquer antibiótico, é inevitável que a uti-

lização de antibióticos leve à emergência de

resistências (Williams e Sefton, 1999). O que cada

um de nós tem a esperança de conseguir alcançar

é a limitação dos danos! (Williams e Sefton,

1999).

Hoje em dia, apesar dos avanços da ciência e

da tecnologia, as doenças infecciosas represen-

tam um problema mais mortal do que a guerra

(WHO, 2000). O potencial da resistência aos

antimicrobianos nos catapultar de novo para um

mundo de morte prematura e doença crónica é

bem real! (WHO, 2000). Os nossos avós viveram

durante uma época sem antibióticos, o mesmo

podendo vir a acontecer com os nossos netos!

(WHO, 2000). Os microorganismos multiresisten-

tes dos anos 90 são um aviso da possibilidade de

uma “era pós-antibiótica” em que, para muitos

microorganismos, não existirão antibióticos efica-

zes (Silvestre et al, 1998). Temos meios para asse-

gurar que os antibióticos se mantenham eficazes,

no entanto, há limitações de tempo! (WHO,

2000). Utilizados de forma sábia, os antibióticos

de hoje podem prevenir as catástrofes de

amanhã! (WHO, 2000). Apesar do problema das

resistências ser global, os médicos de clínica geral

podem fazer a diferença, tornando-se melhores

gestores dos antibióticos na prática clínica, prote-

gendo a saúde dos seus doentes enquanto enfren-

tam a crise das resistências na comunidade (Hoo-

ton e Levy, 2001).

Para se enfrentar as resistências aos antibióti-

cos é necessário reconhecer o problema e enten-

der que o mesmo pode potencialmente agravar-se

(Virk e Steckelberg, 2000). A frequente utilização

indiscriminada dos agentes antimicrobianos e o

seu uso em larga escala devem ser controlados,

sendo necessário assegurar que dada prescrição

de antibiótico é a apropriada antes de se tornar

acto escrito (Virk e Steckelberg, 2000). Para con-

trolar adequadamente este problema à escala glo-

bal é necessário uma tomada de consciência

generalizada, individual e colectiva, bem como

uma abordagem multidisciplinar (Virk e Steckel-

berg, 2000).

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