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Variables psicológicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar volumen II comps

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Psicologia escolar na educação profissional e tecnológica no …

 

40                                                                                                            Variables Psicológicas y Educativas para … 

fortaleceram a educação básica, técnica, a formação em nível superior da comunidade acadêmica.  Esse 

contexto  pode  proporcionar  ao  psicólogo  escolar  possibilidades  de  uma  atuação  que  promova  o 

desenvolvimento  dos  atores  educativos  de  forma  competente,  crítica  e  consciente.  A  atuação  desses 

profissionais  no  Instituto  Federal  fundamentou-se  em  dois  grandes  eixos:  acompanhamento  da 

comunidade  discente  e  participação  nas  políticas  de  assistência  estudantil.  Feitosa  y  Marinho-Araujo 

(2016a)  evidenciou  que  as  atividades  desses  profissionais  permanecem  no  estudante,  ainda  que  tenha 

oportunidades  para  propor  estratégias  ampliadas  envolvendo  os  programas  educacionais,  a  gestão  e  a 

construção do perfil discente. 

Na perspectiva da psicologia escolar crítica, Andrada (2005) apontou que a ênfase clínica da atuação 

do psicólogo escolar precisa ser revisitada, pois o atendimento individualizado das questões psicológicas 

não  é  capaz  de  lidar  com  as  complexidades  da  realidade  escolar.  De  acordo  com  Martínez  (2010),  a 

defesa  por  uma  atuação  que  privilegie  o  “diagnóstico,  a  análise  e  intervenção  em  nível  institucional, 

especialmente  no  que  diz  respeito  à  subjetividade  social  da  escola,  visando  delinear  estratégias  de 

trabalho  favorecedoras  das  mudanças  necessárias  para  a  otimização  do  processo  educativo”  (p.47), 

poderia fundamentar o modelo de atuação institucional e de caráter preventivo (Marinho-Araujo, 2005, 

2010,  2014;  Marinho-Araujo  y  Almeida,  2005).  Neste  sentido,  Marinho-Araujo  (2014)  propõe  que  o 

trabalho  do  psicólogo  escolar  seja  voltado  para  as  atuações  coletivas  e  para  as  inúmeras  tentativas  de 

superar as concepções conservadoras de adaptação e psicologização presentes nas práticas psicológicas 

tradicionais dos contextos educativos. 

Diante dos relatos apresentados, pode-se evidenciar os aspectos contraditórios entre as concepções e 

as  atuações  dos profissionais  da área  no  contexto da  educação  profissional  e  tecnológica. Por um  lado, 

têm-se psicólogos escolares sensíveis a ressignificação do que se já foi concebido tradicionalmente por 

psicologia  escolar;  e  de  outro,  os  mesmos  profissionais  questionando  a  continuidade  de  ações  práticas 

que, ainda, reverberam os indicadores de uma atuação de caráter psicoterapêutico e individualizante. A 

manutenção  dessa  lacuna  pode  conduzir  o  psicólogo  escolar  em  ações  que  naturalizem  as  queixas  e 

responsabilizem,  exclusivamente,  o  discente  frente  às  dificuldades  adaptativas  e  prováveis  insucessos 

acadêmicos.  

Ainda  que  se  tenham  elementos  dissonantes  entre  a  formação,  as concepções  e  as  experiências  dos 

psicólogos escolares no Instituto Federal, os relatos apresentados exemplificaram que o aperfeiçoamento 

profissional e o contato com as especificidades do contexto educativo podem conduzir esses psicólogos 

às reflexões iniciais para a construção de uma atuação coletiva e institucional. Repensar as ênfases das 

atividades desenvolvidas por estes profissionais; investir na formação continuada; mapear as  demandas 

acadêmicas e institucionais; e propor ações conscientes articuladas à realidade dos atores educativos e ao 

funcionamento  da  instituição  poderá  compor  a  trajetória  de  consolidação  da  psicologia  escolar  no 

contexto da educação profissional e tecnológica. 

 

Discusión/Conclusiones 

A  formação  do  psicólogo  escolar  foi  objeto  de  análise  de  diversos  estudos  que  evidenciaram  as 

lacunas no currículo da formação de base específica e na ausência de uma proposta de intervenção crítica 

envolvendo as áreas da Psicologia e da Educação (Guzzo, 2001; Cruces, 2005; Marinho-Araujo, 2005). 

As  produções  científicas  da  área  salientaram  a  necessidade  de  se  revisitar  as  Diretrizes  Curriculares 

Nacionais dos cursos de Psicologia, a fim de contemplar as especificidades requeridas para atuação desse 

profissional  no  contexto  educativo.  Para  além  dessas  expectativas,  Marinho-Araujo  (2005) 

problematizou  a  respeito  do  panorama  da  formação  e  evidenciou  a  importância  de  se  discutir 

criticamente os desafios inerentes à trajetória formativa para a consolidação da identidade do psicólogo 

escolar. 

Embora  neste  estudo  o  Instituto  Federal  tenha  se  revelado  como  um  espaço  promissor  para  a 

psicologia  escolar,  os  relatos  dos  participantes  evidenciaram  que  em  sua  formação  o  enfoque  na 



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