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Variables psicológicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar volumen II comps

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Psicologia escolar na educação profissional e tecnológica no …

 

Variables Psicológicas y Educativas para…                                                                                                             41 

psicologia clínica e organizacional foi o mais difundido quando comparado à área da psicologia escolar. 

Denominados pelo edital do concurso como psicólogos institucionais, os participantes relataram também 

a  dificuldade  em  atuar  sob  a  perspectiva  da  psicologia  escolar.  Depreende-se  que,  em  virtude  da 

formação generalista desses profissionais e da falta de clareza do edital a respeito de suas atribuições, as 

competências  necessárias  para  intervir  de  acordo  com  as  especificidades  dos  contextos  educativos  não 

foram desenvolvidas com facilidade pelos psicólogos escolares. 

Pode-se  inferir  que  o  interesse  pela  melhoria  da  formação  desses  psicólogos  escolares  esteve 

associado  à  necessidade  em  qualificar  as  propostas  de  intervenção  nos  espaços  institucionais  e  de 

fundamentar  uma  prática  que  demarcasse  a  identidade  do  psicólogo  escolar.  De  acordo  com  Guzzo 

(2001), a mobilização por estratégias de aperfeiçoamento pode representar a iniciativa dos profissionais 

da área em garantir uma melhor compreensão das especificidades da sua formação inicial perante a sua 

atuação.  O  investimento  em  ações  contínuas  de  aprimoramento  profissional  pode  contribuir  para 

fortalecer  a  base  teórico-metodológica  do  psicólogo  escolar,  de  modo  a  desenvolver  intencionalmente 

ações  práticas  consistentes.  Neste  sentido,  a  formação  continuada  pode  permitir  ao psicólogo  escolar  o 

avanço  nas  propostas  de  uma  intervenção  comprometida  e  que,  em  certa  medida,  envolva  a  todos  os 

atores educativos (Marinho-Araujo, y Almeida, 2014). 

A  partir  da  caracterização  da  formação  dos  psicólogos  escolares  em  um  Instituto  Federal  pode-se 

compreender  que  o  reconhecimento  das  lacunas  no  currículo  de  base  e  a  percepção  das  demandas  no 

contexto  educativo  foram  argumentos  utilizados  por  esses  profissionais  para  definir  as  escolhas  por 

cursos  ou  atualizações  com  interface  entre  a  Psicologia  e  a  Educação.  Por  outro  lado,  ficou  evidente 

também que esses percursos de aperfeiçoamento ainda estão fundamentados em concepções teóricas que 

direcionam  a  intervenção  para  possíveis  queixas  escolares  e  aspectos  psicossociais  dos  estudantes  no 

cotidiano  escolar.  Reconhece-se  que  essas  dimensões  integram  a  realidade  acadêmica  do  Instituto 

Federal, porém não são as únicas responsáveis pelos processos de desenvolvimento humano dos atores 

educativos.  Contribuir  para  a  qualidade,  acompanhamento  e  promoção  do  processo  de  ensino  e 

aprendizagem; reconhecer as especificidades da trajetória acadêmica dos estudantes nos mais diferentes 

níveis  de  ensino  e  construir  ações  intencionais  e  mobilizadoras  de  toda  a  comunidade  acadêmica  para 

uma  formação  humana  e  crítica  são  potenciais  exemplos  para  retroalimentar  os  motivos  desses 

profissionais na busca pelas formações continuadas em Psicologia Escolar, sob a perspectiva ampliada e 

institucional (Marinho-Araujo, 2014). 

No  tocante  às  concepções  sobre psicologia  escolar,  os  relatos descritos  contemplaram  aspectos  que 

evidenciam  que  a  psicologia  escolar  não  pode  ser  concebida  pela  descontextualização  e  pela 

fragmentação  do  sujeito,  pela  naturalização  dos  processos  de  desenvolvimento  humano  e  por  práticas 

psicológicas  individualizantes.  Nesse  estudo,  os  relatos  dos  psicólogos  escolares  apontaram  para  um 

movimento ainda embrionário de ressignificação da sua identidade profissional em seus campus. Embora 

as  concepções  que  possuem  sobre  a  Psicologia  Escolar  estejam  mais  permeadas  pelas  expectativas  de 

revisão  da  sua  atuação,  compreende-se  que  essa  transição  pode  ser  favorável  para  a  sistematização  de 

uma proposta de implementação efetiva da intervenção crítica e institucional do psicólogo escolar em um 

Instituto Federal. 

Diante dessas concepções, a atuação do psicólogo escolar precisa estar atenta às especificidades do 

seu  contexto  educativo.  Historicamente,  o  processo  formativo  instituído  nas  escolas  profissionalizantes 

foi  marcado  por  um  ensino  tecnicista,  em  que  desenvolver  competências  específicas  e  técnicas  nos 

estudantes,  a  fim  de  garantir  uma  inserção  no  mercado  de  trabalho,  era  a  principal  finalidade  desses 

espaços  educativos  (Ramos,  2011).  As  mudanças  nas  políticas  educacionais  ampliaram  o  conjunto  de 

responsabilidades atribuídas aos Institutos Federais. Dentre elas, destaca-se a coexistência de diferentes 

níveis  de  ensino  e  a  análise  dos  indicadores  da  empregabilidade  para  a  capacitação  profissional  que 

fortaleceram a educação básica, técnica, a formação em nível superior da comunidade acadêmica.  Esse 

contexto  pode  proporcionar  ao  psicólogo  escolar  possibilidades  de  uma  atuação  que  promova  o 



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