Página principal



Variables psicológicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar volumen II comps

Descargar 5.58 Mb.
Ver original pdf

Variables psicológicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar volumen II comps





Descargar 5.58 Mb.
Ver original pdf
Página90/399
Fecha de conversión05.11.2018
Tamaño5.58 Mb.
1   ...   86   87   88   89   90   91   92   93   ...   399

Formación Continua del Profesorado para el manejo da la disciplina…

 

Variables Psicológicas y Educativas para…                                                                                                             105 

Também do ponto de vista do exercício da autoridade em relação à situação de indisciplina, as falas 

das  participantes,  agrupadas  em  cinco  categorias,  trazem  a  marca  dessa  elaboração  subjetiva:  como  se 

apresentará  mais  detidamente  a  seguir,  o  “sintoma”,  ao  dizer  respeito  às  queixas,  mudou  ao  longo  do 

tempo (as professoras, que se diziam objeto do comportamento discente, passaram a reconhecer-se como 

sujeitos  de  sentimentos  capazes,  até,  de  concorrer  para  a  indisciplina);  a  “concepção  de  indisciplina” 

atestava,  no  início, de  uma  constante  acusação  aos  alunos  e  alunas,  sem  a  necessária  implicação  como 

partícipes na interação; o “manejo da situação” mudou, pois, por exemplo, Daniela parou de chamar os 

alunos  por  “filhos”  e  passou  a  tratá-los  pelos  respectivos  nomes  (saindo  de  uma  posição  pessoal  para 

outra  mais  profissional);  e  o  “lugar  de  fala”,  entendido  como  dispositivo  para  fortalecer-se  egoica  e 

profissionalmente-o que pôde ser constatado, por exemplo, na fala de Júlia, uma participante silenciosa 

durante seis encontros, mas que, ao final, afirmou: “[O grupo de reflexão] me ajudou lá na minha sala, 

porque eu antes sentía como se não fosse resolver as coisas com eles, mas agora me sinto mais forte”. 

De  modo  mais  minucioso:  pôde-se  perceber  que  a  situação  de  indisciplina  discente  escolhida 

(entendida como o sintoma, o que incomodava as participantes em sala) guardava estreita relação com o 

que  cada  aluno  ou  aluna  mobilizava  afetivamente  na  professora.  Dizia  respeito  ao  aspecto  pessoal  no 

desenvolvimento emocional que não havia sido devidamente elaborado. 

O manejo da situação indicava a qualidade das relações objetais estabelecidas durante a vida de cada 

professora,  e  sua  maneira  de  lidar  com  o  conflito  tinha  relação  com  sua  história de  vida,  seus  próprios 

conflitos,  assim  como  traduzia  repetições  e  tentativas  de  elaborações  de  padrões  de  relações  de  objeto 

antes  experimentados  com  os  adultos  em  sua  própria  infância.  Percebeu-se  claramente  que  muitos  dos 

modelos relacionais da família serviram e servem de referência para a maneira de se portarem diante das 

situações de conflitos. 

Pelo  evidenciado,  o  lugar  de  fala  favoreceu  as  mudanças  na  posição  subjetiva  das  professoras  em 

direção a uma vida mais autônoma, seja de maneira mais discreta ou mais geral. Igualmente, concorreu 

para o exercício da autoridade docente. 

No caso de Daniela, deixar de chamar os alunos por “filhos” revelou uma mudança considerável. Por 

outro  lado,  muito  ainda  se  tinha que  caminhar  na  expectativa  de  Daniela  conquistar  uma  nova  posição 

em relação à aluna cuja conduta indisciplinada foi objeto de sua queixa no caso estudado que a envolvia, 

com quem, no fundo, se identificava. 

Amanda, no grupo de reflexão, na maior parte do tempo utilizava-se dele como unidade pessoal, de 

modo que, a partir das discussões, parou de obrigar o aluno que considerava indisciplinado a brincar e 

comer, reduzindo as tensões na interação com o menino: conforme o relato dessa professora, entendeu-se 

que isso permitiu a ele espaço para experimentar-se com mais liberdade, em busca do self verdadeiro.  

Sandra,  diante  do  grupo,  hesitava  entre  um  pedido  de  cobertura  e  a  tentativa  de  funcionar  sob  a 

modalidade de unidade pessoal. Através do grupo de reflexão, ganhou alguma possibilidade de entrar em 

contato, de maneira segura, com os próprios impulsos agressivos e desse modo suportá-los: os do aluno e 

os dela própria. 

Disso  tudo  se  depreendeu  que  instituir  um  lugar  de  fala  num  projeto  de  formação  pedagógica 

transforma  a  posição  subjetiva  do  professor  em  relação  à  indisciplina  discente,  comprovando-se  a 

hipótese  aqui  levantada:  através  do  trabalho  em  grupo,  realizado  nos  moldes  de  uma  formação 

pedagógica continuada para o manejo de situações de indisciplina discente, o lugar de fala promoveu um 

espaço  de  expressão,  avaliação  e  reorganização  subjetiva  das  docentes  no  que  tangia  ao  objeto-

indisciplina discente, modificando as posições subjetivas das participantes no que diz respeito à queixa 

inicial. 

Identificou-se  que  o  progresso  das  mudanças  correlacionou-se  à  qualidade  do  estabelecimento  das 

relações  objetais  de  cada  professora.  Professoras  que  demonstravam  uma  condição  emocional  mais 

madura  –  integração  egoica,  estado  “não-eu”  mais  fortalecido  e  indícios  de  provisão  ambiental 

suficientemente  boa  (Winnicott,  2000)  –  puderam,  ao  se  utilizar  do  grupo  como  unidade  pessoal,  se 



1   ...   86   87   88   89   90   91   92   93   ...   399

Similar:

Variables psicológicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar volumen II comps iconEs Formulario debe ser completado en el establecimiento escolar por el profesor de educación diferencial
E valuación Diagnóstica Integral de Necesidades Educativas Especiales. Decreto Supremo Nº 170/2009
Variables psicológicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar volumen II comps iconAnalisis dimensional
El resultado del A. D. consiste en reducir el número de variables originales que entran en el fenómeno a un conjunto más pequeño,...
Variables psicológicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar volumen II comps iconConvenio de Pasantías Educativas
Para incorporar un alumno como pasante en primera instancia deberá firmarse o confirmar que posean el convenio de pasantias educativas...
Variables psicológicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar volumen II comps iconModelos lineales generalizables. Aplicación en estudios ambientales Objetivo
También son muy útiles en el caso de estudios asociativos entre variables respuesta de interés (distribución de especies, índices,...
Variables psicológicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar volumen II comps iconHerramientas Psicológicas
Capítulo La Psicología del Deporte: aspectos preliminares, definición y antecedentes históricos
Variables psicológicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar volumen II comps iconÁmbito de encuentros volumen número 2013 revista de la universidad del este
Derechos Reservados 2009. Universidad del Este del Sistema Universitario Ana G. Méndez. Ninguna parte de esta publicación puede ser...
Variables psicológicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar volumen II comps iconEntrenando a Atletas de Olimpiadas Especiales
Cuáles Son las Consideraciones Mentales, Psicológicas y Sociales Que Debe Conocer?
Variables psicológicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar volumen II comps iconProtocolo de actuación ante una solicitud de intervención en casos de acoso e intimidación entre compañeros/as (bullying)
Este documento tiene un carácter orientador, y solo pretende facilitar la intervención en posibles casos de maltrato entre iguales...


Descargar 5.58 Mb.
Ver original pdf