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Variables psicológicas y educativas para la intervención en el ámbito escolar volumen II comps

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Formación Continua del Profesorado para el manejo da la disciplina …

 

106                                                                                                            Variables Psicológicas y Educativas para … 

apoderar  de  maneira  mais  autônoma  de  seu  lugar  de  fala,  favorecendo  a  emergência  de  material 

inconsciente o que permitiu alguma elaboração desse material. 

Já professoras emocionalmente mais imaturas – que oscilavam entre integração e não-integração ou 

desintegração egoica, entre “não-eu”, “estou só”, “eu sou” e “eu”, assim como apresentavam indícios de 

privações na provisão ambiental suficientemente boa (Winnicott, 2000) – apresentaram mais hesitação e 

movimentos de avanços e recuos em relação ao grupo, utilizando-o como cobertura materna. De  modo 

que  ao  precisarem  mais  de  acolhimento,  precisaram  também  de  mais  tempo  para  se  envolver  com  o 

grupo  e  assim,  apresentaram  avanços  mais  modestos.  Além  disso,  havia  aquelas  professoras  que 

demonstravam um estado egoico mais próximo do amadurecimento e, mesmo com oscilações em termos 

da utilização que faziam do grupo (ora como cobertura ora como unidade pessoal), progrediram para um 

apoderamento de sua palavra, o que favoreceu avanços. 

Um aspecto importante de destacar é a respeito do público aqui abordado: professoras de educação 

infantil.  Como  se  pôde  perceber,  os  indícios  de  indisciplina  na  tenra  idade  assumem  outras  roupagens, 

crianças pequenas ainda não apresentavam o que se poderia classificar como indisciplina; no entanto, a 

agressividade muitas vezes implicada nos comportamentos de indisciplina, tanto já aparecia como podia 

indicar  a  tendência  a  comportamentos  de  transgressão  de  normas  e  regras  no  futuro.  A  partir  disso,  o 

trabalho  com  professoras  de  crianças  ainda  bem  pequenas  ganhou  força  de  prevenção.  Afinal,  como 

coloca  Winnicott  (2005),  quanto  mais  nova  a  criança  em  seu  desenvolvimento  emocional,  mas 

possibilidades  existem  de  o  ambiente  contribuir  para  a  reparação  de  falhas  na  provisão  emocional 

ambiental. 

Cabe,  aqui,  ressaltar  e  isso  se  concluiu  com  o  percurso  da  pesquisa  —  que  as  professoras  foram  o 

principal  fator  de  transformação  nesse  processo,  quando  se  tratou  do  microssistema  da  sala  de  aula 

(Tilmant, 2004 apud Andrade, 2007). 

A formação docente continuada dessa natureza (instituindo, através do trabalho em grupo, um lugar 

de fala) favorece a elaboração de material psíquico de maneira a produzir novas habilidades e formas de 

reagir e agir diante das situações de indisciplina discente. 

Como  se  viu,  em  relação  à  indisciplina  e  à  agressividade  inerente  a  essas  situações,  estratégias 

docentes  eficazes  foram  importantes  para  o  direcionamento  do  alunado  no  sentido  da  formação  da 

capacidade de viver em sociedade. Sobretudo, pôde-se perceber que a subjetividade de cada professora 

interfere diretamente na maneira com a qual elas lidam com as situações de indisciplina. 

Os  conflitos  relacionais  na  escola,  especialmente  a  indisciplina,  quando  bem  geridos,  podem 

favorecer  o  crescimento  emocional  e  a  aprendizagem  em  direção  à  convivência  social.  Para  isso,  é 

necessário  que  as(os)  professoras(es)  tenham  disponibilidade  interna  e  afetiva  para  identificarem, 

pensarem e agirem sobre essas situações. 

Uma  formação  voltada  para  considerar  a  subjetividade  docente  para  o  manejo  de  situações  de 

conflitos relacionais – aqui, a indisciplina – em sala de aula destinada a professoras de educação infantil 

– como prevenção de futuros conflitos mais graves, como por exemplo, a violência – exigiu a exploração 

da  dimensão  desiderativa  (Andrade,  2007).  Esse  processo  enfatizou  dimensões  que  Andrade  (2007) 

nomeia como afetivas, desiderativas e sociocomunicacionais. As escolas deveriam oferecer esse serviço 

e, mais, processos dessa natureza deveriam acontecer dentro do magistério. 

 

Referencias 

Andrade. F.C.B. (2007). Tornar-se uma lição permanente: Psicodinâmica da competência inter-relacional do(a) 

educador(a)  na  gestão  de  conflitos  e  na  prevenção  da  violência  na  escola.  (Tese  de  Doutorado  em  Educação, 

Universidade 

Federal 

da 

Paraíba, 

João 

Pessoa). 

Disponível 

em: 

http://www.ce.ufpb.br/ppge/Teses/teses07/FERNANDO%20C%C9ZAR%20BEZERRA%20DE%20ANDRADE.pdf 

Aquino, J.G. (1996). Indisciplina na escola: Alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus. 



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